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"Inspiration is the Key..."

Quantas vezes já ouvi homens a fazerem esta pergunta: 'Mas porque raio é que existe um Dia da Mulher e não existe um Dia do Homem?'

 

As razões para esta pergunta são variadas: é só mais uma desculpa para receberem mais prendas; é uma tentativa falhada por parte de grupos feministas para que as mulheres atinjam um estatuto mais elevado na sociedade; é porque há dias estúpidos para tudo estes dias...

 

Agora digo-vos eu: este dia foi criado para celebrar a Mulher e todos os direitos que a ela deviam ser inerentes. O que infelizmente, em diversas partes do mundo não acontece...

 

Este dia não devia ser sobre receber presentes de todos os homens que conhecemos, nem sobre a quantas lojas vamos porque têm descontos especiais para as mulheres. Neste dia devíamos pensar naquelas mulheres que não têm o que nós tão despreocupadamente tomamos como garantido. Mulheres que não podem ir à escola, que são forçadas a casar ao 10 anos com homens de 40 ou mais, que não têm direito a expressar-se, a uma opinião, a uma vida independente, que não têm direito de escolha, que são maltratadas, abusadas, vítimas de uma sociedade que acredita que as mulheres são um ser inferior criado para servir e nada mais. Pensar em como podemos ajudar a mudar isso e sentirmos-nos um bocadinho agradecidas pela vida que tivemos, apesar dos obstáculos que tivemos de ultrapassar ao longo da mesma.

 

É preciso um Dia da Mulher para tomarmos consciência do mundo em que vivemos. E de como é profundamente desigual... E injusto... E ser mulher nele não é tão fácil como muitos possam pensar... 

 

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publicado às 00:04

24
Fev15

 Há memórias que vão ficar para sempre: aquela primeira memória que cada um de nós guarda (para mim foi o primeiro dia do infantário); o nosso primeiro amigo; o nosso primeiro amor; a primeira pessoa que perdemos (e que nunca mais vai voltar); aquele aniversário especial; uma viagem marcante; um dia triste... Enfim uma infinidade de momentos que guardamos no nosso cantinho de recordações...

 

 

Agora imaginem que isso já não existe. Já não se conseguem lembrar se deixaram a luz ligada quando saíram de casa; vão a conduzir e não se lembram do caminho de volta apesar de já o terem feito milhões de vezes; chegam a casa e não sabem quem são aquelas pessoas que estão lá a morar com vocês; perguntam ao vosso marido se estão a ter uma festa, mas a pessoa com quem estão a falar é na verdade o vosso neto; por fim olham-se ao espelho e não se reconhecem...

 

Confesso-vos que este é sem dúvida um dos meus maiores medos. Já o vi acontecer a entes próximos, infelizmente, e já vi os actos heróicos que outros familiares tentaram fazer para cuidar deles, para não deixar que se apagassem, para os manter vivos. Todavia, quando a memória se vai, a nossa essência vai com ela. Os anos passam, mas é igual porque ainda se revive aquele dia há 40 anos atrás quando o nosso filho foi para a guerra e nunca mais voltou; não importa porque afinal ainda temos 20 anos e a vida toda pela frente...

 

É duro ver alguém ficar refém das memórias para sempre, porque uma vez lá dentro, não há caminho de volta.

 

 

 

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publicado às 19:31

Se há coisa que me irrita e acima de tudo entristece são as pessoas que afirmam ser do clube X (de futebol, de andebol, de basket, whatever...) , e de repente, sempre que joga o clube Y já são do clube oponente desde pequeninos (e não, o oponente nunca é o clube X).

 

Das duas uma: ou o clube X do qual a pessoa diz gostar tanto e torcer sempre é um clube pequeno e pronto, mais vale apoiar também um grande que assim pode ser que tenham alegrias desportivas um dia na vida (aka 'eu sou do clube da minha terra, o Vale da Terra FC para SEMPRE! ... mas torço pelo Benfica às vezes vá...); ou então são adeptos de um qualquer clube mais 'conhecido' e em vez de o apoiarem toca mas é a achincalhar noutro clube à escolha porque isso faz muito sentido na cabeça deles (normalmente insultam-se mães e família e há até pessoas que andam à pancada, esses verdadeiros 'hooligans' lusitanos).

 

Vamos lá ver: eu sou do clube X. Obviamente quero que o clube X ganhe; no entanto não quero saber se o clube Y perdeu com o clube Z ontem porque isso vai dar pontos ao meu clube (ou então não porque eu só sou contra o clube Y). E não ligo aos meus amigos todos do clube Y (ou posto uma publicação irónica no facebook como agora é moda) a dizer 'Então? Soube bem? Olhem que eu sou do clube Z desde pequenino!!' (isto é, hoje, porque amanhã o clube X já joga e então toca a mudar outra vez).

 

Mas esta gente não tem mais nada que fazer da vida? Vai sempre haver alguma rivalidade na nossa vida, não só a nível desportivo, mas a nível do trabalho, entre amigos até... Olhem no estado em que este país está apetece-me é dizer que sou de outra nacionalidade desde pequenino, acham que ia conseguir mudar alguma coisa? Não custa tentar...

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publicado às 20:22

25
Jan15

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Esta não me saiu da cabeça a semana toda...

 

 

 

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publicado às 21:04

24
Jan15

Há momentos que vão inevitavelmente acontecer na nossa vida. Independentemente se estamos preparados para os receber ou não. Relações falhadas (e quantas e com tantas pessoas diferentes...), desilusões, a perda de alguém que julgávamos ia estar lá para sempre (quando a nossa noção do para sempre não era limitada...).

 

É inevitável, infelizmente, a ruptura, a saturação, a morte. E então encontramo-nos a nós mesmos tristes, sós, fragilizados e a pensar 'E se...?'

 

Deixem-me dizer-vos não há nada que pudessem ter feito diferente, nada que pudessem ter mudado, não há nenhuma condicionante que não tenha acontecido por uma razão, qualquer que ela seja... Mesmo que não se perceba logo, ou durante algum tempo...

 

Há situações em que temos de aceitar que já não dá mais, que por mais esforço que façamos temos de aceitar e seguir em frente... Afinal a única coisa que não tem solução é a morte certo?

 

 

 

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publicado às 17:22

18
Jan15

Há dias assim...

 

Dias em que a noção do tempo parece não existir, em que não importa o que se faz mas com quem se faz, dias em que a felicidade pura vem e uma pessoa nem se apercebe. Dias em que nos sentimos como a pessoa com mais sorte do mundo, a pessoa mais confiante, a pessoa mais poderosa...

 

Estes dias não acontecem sempre, mas quando acontecem é importante tirar o máximo partido deles. É importante dar valor, aproveitá-los e fazer com que durem o mais possível.

 

Porque naqueles dias mais negros a recordação de dias assim irá sempre pôr-nos um sorriso no rosto :)

 

 

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publicado às 17:02

16
Jan15

Já alguma vez ouviram a frase 'Quem está mal muda-se'? Aposto que sim... Agora uma coisa é dizer, outra coisa é por em prática. É muito mais satisfatório para algumas pessoas criticar, julgar, opinar, enfim...

 

Não me cabe na cabeça uma pessoa dizer 'sabes se fosses mais assim e menos assado se calhar tinhas mais amigos, eras uma pessoa melhor, whatever...' ou 'se fosses mais gordinha/magrinha/alta/baixa/usasses roupa diferente as pessoas reparavam mais em ti, até ficavas mais gira e tudo'. Mas que raio? Não me levem a mal, uma coisa é dar conselhos e esses claro são sempre bem vindos em todos os campos, outra coisa é achincalhar. E a maior parte destas pessoas que achincalha é só porque sim, porque se calhar nem elas se sentem bem com elas mesmos então dão numa de Madre Teresa de Calcutá (falsa claro está que é tudo fachada!) e acham que lhes compete 'consertar' as pessoas e por o mundo à maneira delas. Gente é assim e passo a explicar devagarinho: cada um é como é e ainda bem que somos todos diferentes; se não há pachorra para aturar alguém o que não falta por aí é mais gente por onde escolher.

 

E tenho dito, desculpem lá o desabafo.

 

 

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publicado às 14:50

10
Jan15

Hoje acordei e fui ao facebook... Deparei-me com uma publicação que uma amiga partilhou referente ao novo videoclip da cantora Sia. Ora gostando eu (e bastante) do último trabalho dela (a música Chandelier) e a grande, mas GRANDE interpretação por parte da rapariga que dança no vídeo, Maddie Ziegler, fiquei curiosíssima com este novo projeto e então lá fui eu cuscar a música...

 

Tenho a dizer-vos que adorei. Adorei a combinação da Maddie com o actor Shia LaBeouf, apesar de este não ser um dos meus favoritos, penso que o trabalho, a história, a música, a interpretação de ambos foi soberba. Para mim vi alguém a tentar lidar com dois lados muito diferentes, sendo que um estaria destinado a ficar para sempre confinado, escondido, vulnerável; e o outro, apesar de querer conviver com esse lado mais frágil está livre e vai e vem quando quer e bem lhe apetece. Para mim é uma história de bipolaridade, para outros é a interpretação que a Sia dá à relação que teve com o pai (que supostamente sofria e lidava com problemas psicológicos), mas, para algumas pessoas (e foi isto que me levou a escrever este post) o vídeo é sobre abuso sexual e pedofilia!!! Gente, por amor de Deus... 

 

Em primeiro lugar basta ver, com olhos de ver, o vídeo. Não há nenhuma expressão, nenhum toque, nada mas absolutamente nada que dê alguma conotação sexual a este vídeo. E se conseguem ver alguma então lamento mas há algo de muito errado na vossa visão.

 

Em segundo lugar, muitas pessoas atribuem esta conotação ridícula ao vídeo visto que as duas personagens estão a usar fatos 'nude' (à semelhança do que aconteceu em 'Chandelier' já agora...). Em muitas peças de dança interpretativa e contemporânea os bailarinos estão mesmo nus, ou usam peças da cor da sua pele, não para atribuir um aspecto sexual à peça, mas para demonstrar a vulnerabilidade das personagens que interpretam, ou até para permitir ao público que está a ver que se concentre apenas na dança e não nos eventuais acessórios que podem muitas vezes distrair. Assim mesmo naquela do 'eu sei mesmo dançar, olhem para o que eu estou a fazer, não preciso de acessórios nem de roupas vistosas para demonstrar o meu talento'.

 

Em terceiro, e último lugar, em que mundo é que este vídeo, que na minha opinião é uma obra de arte extremamente bem executada, é criticado porque simplesmente tem uma rapariga de 12 anos  e um homem de 28 a dançar, e repito a DANÇAR e interpretar juntos; e vídeos que ultra sexualizam as mulheres, vídeos que ofendem e descartam certos e determinados tipos corporais (porque claro está só um é que pode ser considerado ideal os outros que se lixem -.-'), vídeos que mostram homens (normalmente os vocalistas dessas canções) em grandes mansões com montes de mulheres a fazerem-se a eles e a 'dançarem' praticamente nuas e a abanar o rabo para as câmaras não o são?

 

Toda a gente está no seu direito de realizar e interpretar os vídeos da maneira que quiser, no entanto não vejo como é que a sociedade está tão bem com certo tipo de coisas e depois vem uma completamente diferente do que estão habituados e pumba! Não pode ser porque blá blá blá... Enfim...

 

Deixo-vos com o vídeo, para poderem tirar as vossas próprias conclusões.

 

**

 

 

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publicado às 11:56

09
Jan15

Ora então cá estou eu,

 

Antes de mais é preciso explicar que a razão porque criei um blog não teve nada a ver com o número de leitores ou visualizações que eventualmente poderei vir a ter.

Pode parecer assim demasiado frontal e todas as opiniões que cá escrever serão nada mais nada menos que as minhas.

 

Este não é um blog de moda, não é um blog de viagens, de culinária, de fotografia. É um blog de tudo e mais alguma coisa. Não é um diário. É apenas uma (ou mais uma) forma de me exprimir.

 

A 'musa' nasceu porque hoje me senti inspirada. Talvez amanhã isso já não aconteça, quem sabe...

 

No entanto espero nunca perder a inspiração :)

 

**

 

 

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publicado às 23:07


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